AFINAL JOSÉ NÃO MORRE. A vida parecia mudar de linha, e tudo se redescobria. A vida tinha sido sempre um palco cheio de representações onde a tragédia e a vitória se confundiam. "A morte do artista" era um desejo que morava no teto dos que o rodeavam. Um sinónimo de inveja, muitas vezes disfarçado por aproveitamentos de insucesso de um alvo determinado pela raiva. Mas José não morre nos momentos em que o mundo se escurece.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Nós, o sexo e a "Gina"
Vagueando pelos tempos vem-me á memória os tempos de aprendizagem sexual ou "tara" sexual...
Muito devemos á "Gina", á "Tania" e a outras... Falamos das famosas revistas que vinham com defeito de fabrico comum, as páginas colavam-se estranhamente e em conteúdos muito específicos. Muitos de nós, "machos" duros, iniciamos os primeiros gestos da nossa vida, muitos de nós sonhamos tão alto que até chegamos ás nuvens e numa noite chuvosa, daí ficarmos molhados.
Desculpem!!! Para quem não sabe, estas eram as revistas mais proibidas e escondidas nas casas dos pais... Por nós. Eram simplesmente as revistas pornográficas mais famosas do mundo, sim, aquelas que se encontravam facilmente debaixo das camas dos "teens".
Ainda se lembram quando corriam para casa direitinhos ao quarto e abriam a revistinha na página que tinham terminado na última vez? Das vezes que iniciavam uma bela masturbação e eram interrompidos pela mãe ou pai que se lembravam de nos mandar para a mesa ou perguntavam " O que fazes tu sempre fechado no quarto??!!!". Das vezes que se vinham e lá sujavam a revista como se em vez de papel, ali estivesse uma linda e porca gaja toda aberta para nós, prontinha para ser comida? Pior, e depois de se virem vem a agonia da verdade, que tudo não passa de uma pura imaginação, que afinal já não podemos mostrar a revista ao amigo porque já está suja!!! Ou então até nos emprestaram a revista e na parte onde está a gaja toda nua, a provocar-nos, a dizer "vem grandão, estou á tua espera...", está com as páginas coladas... Que nojo!!! Mas a vontade é tanta que, com algum esforço conseguimos abrir a página cuidadosamente sem rasgar... E lá vai mais uma!
Assim sendo, é inteiramente merecida a homenagem do "V Salão Internacional Erótico de Lisboa" á revista "Gina".
Parabéns "GINA", contigo passamos bons momentos.
Muito devemos á "Gina", á "Tania" e a outras... Falamos das famosas revistas que vinham com defeito de fabrico comum, as páginas colavam-se estranhamente e em conteúdos muito específicos. Muitos de nós, "machos" duros, iniciamos os primeiros gestos da nossa vida, muitos de nós sonhamos tão alto que até chegamos ás nuvens e numa noite chuvosa, daí ficarmos molhados.
Desculpem!!! Para quem não sabe, estas eram as revistas mais proibidas e escondidas nas casas dos pais... Por nós. Eram simplesmente as revistas pornográficas mais famosas do mundo, sim, aquelas que se encontravam facilmente debaixo das camas dos "teens".
Ainda se lembram quando corriam para casa direitinhos ao quarto e abriam a revistinha na página que tinham terminado na última vez? Das vezes que iniciavam uma bela masturbação e eram interrompidos pela mãe ou pai que se lembravam de nos mandar para a mesa ou perguntavam " O que fazes tu sempre fechado no quarto??!!!". Das vezes que se vinham e lá sujavam a revista como se em vez de papel, ali estivesse uma linda e porca gaja toda aberta para nós, prontinha para ser comida? Pior, e depois de se virem vem a agonia da verdade, que tudo não passa de uma pura imaginação, que afinal já não podemos mostrar a revista ao amigo porque já está suja!!! Ou então até nos emprestaram a revista e na parte onde está a gaja toda nua, a provocar-nos, a dizer "vem grandão, estou á tua espera...", está com as páginas coladas... Que nojo!!! Mas a vontade é tanta que, com algum esforço conseguimos abrir a página cuidadosamente sem rasgar... E lá vai mais uma!
Assim sendo, é inteiramente merecida a homenagem do "V Salão Internacional Erótico de Lisboa" á revista "Gina".
Parabéns "GINA", contigo passamos bons momentos.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
A arte de mendigar
A difícil arte de mendigar...
Não é fácil de mendigar ou ser um bom mendigo. Não se deve pedir algo, deve-se fazer o próximo sentir que o que tem é demais. Não se deve mostrar o bolso vazio, deve-se mostrar que é fácil usá-lo para colocar lá algo. Não se deve mostrar pobreza, muito menos a de espírito, deve-se mostrar a arte de ter escolhido uma outra forma de vida.
Não é fácil de mendigar ou ser um bom mendigo. Não se deve pedir algo, deve-se fazer o próximo sentir que o que tem é demais. Não se deve mostrar o bolso vazio, deve-se mostrar que é fácil usá-lo para colocar lá algo. Não se deve mostrar pobreza, muito menos a de espírito, deve-se mostrar a arte de ter escolhido uma outra forma de vida.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Falar em Beatboys...
Por falar em Beatboys, era já tempo de falar de parte da minha vida artistica.
Certo que o Hi5 serve de mini blogue daí poder extrair certos desabafos.
No treino de ontem, um amigo chamou-me á atenção sobre um comentário de um colega de dança.
Mais ou menos como isto: "Em breve terão notícias, voltarei. Não me destruirão com calúnias...". Percebi perfeitamente que era a mim que se dirigia como calunioso.
De calunioso tenho pouco ou nada mas retribuo com argumentos objectivos.
O tal do desabafo, para além de ter uma vida romântica que mais parece uma novela trágica, aquele que uma semana marca encontro numa escada com o amor da vida e na semana seguinte está nas escadas ao lado com outra a dizer o mesmo, depois volta ás escadas iniciais e assim concecutivamente durante largo periodo, aquele que não tem pudôr em trabalhar para um clube de "meninas da vida", aquele que connosco partilha o evento erótico, dorme no hotel de artistas porno, aquele que ainda nos dá extras de mau comportamento, aquele que se gaba de todas estas aventuras é o mesmo que se recusa a trabalhar num clube de strip masculino para provar a alguém que é um homem "sério".
Vamos falar de seriedade.
Quem quer ser sério e honesto tem de começar a dar o exemplo para ele próprio e para os outros na sua vida privada, refiro-me á vida privada que todos vêm, não a de 4 paredes. Jamais lhe dará o direito de usar a profissão, a arte, o trabalho para provar (falsamente) o seu amor e dedicação. Ser sensato é fundamental quando queremos impôr o nosso ponto de vista ou justificar as nossas acções.
Mesmo tomando esta atitude de falso homem de princípios, nunca terá o direito de levantar calúnias, isto sim , são calúnias.
Ou seja, a falta de ética é tanta, que não bastava aplicar um castigo á profissão, como ainda afirmar que quem trabalha num clube de Mulheres é prostituto e que tem de fazer sexo com clientes se estas o exigirem. Por este motivo, o dito artista stripper justifica a sua acção. Fazendo as contas, quem trabalha no referido clube é prostituto e faz sexo com clientes se elas pagarem. Esta desculpa caluniosa só pode vir de um ignorante, malicioso, desrespeitador da profissão e dos colegas. Tenho 10 anos de dança e de experiência e nunca tinha apanhado um estronço tão maldoso e até asno como este.
Como toda a gente sabe, houve poucos clubes de strip masculino em Portugal, todos de porta aberta, com muitas despedidas de solteira, muitas festas e nunca ocorreu esta ideia a gente de juizo.
Fica no teu canto, alimenta-te da tua maldade e deixa a arte para os artistas.
Certo que o Hi5 serve de mini blogue daí poder extrair certos desabafos.
No treino de ontem, um amigo chamou-me á atenção sobre um comentário de um colega de dança.
Mais ou menos como isto: "Em breve terão notícias, voltarei. Não me destruirão com calúnias...". Percebi perfeitamente que era a mim que se dirigia como calunioso.
De calunioso tenho pouco ou nada mas retribuo com argumentos objectivos.
O tal do desabafo, para além de ter uma vida romântica que mais parece uma novela trágica, aquele que uma semana marca encontro numa escada com o amor da vida e na semana seguinte está nas escadas ao lado com outra a dizer o mesmo, depois volta ás escadas iniciais e assim concecutivamente durante largo periodo, aquele que não tem pudôr em trabalhar para um clube de "meninas da vida", aquele que connosco partilha o evento erótico, dorme no hotel de artistas porno, aquele que ainda nos dá extras de mau comportamento, aquele que se gaba de todas estas aventuras é o mesmo que se recusa a trabalhar num clube de strip masculino para provar a alguém que é um homem "sério".
Vamos falar de seriedade.
Quem quer ser sério e honesto tem de começar a dar o exemplo para ele próprio e para os outros na sua vida privada, refiro-me á vida privada que todos vêm, não a de 4 paredes. Jamais lhe dará o direito de usar a profissão, a arte, o trabalho para provar (falsamente) o seu amor e dedicação. Ser sensato é fundamental quando queremos impôr o nosso ponto de vista ou justificar as nossas acções.
Mesmo tomando esta atitude de falso homem de princípios, nunca terá o direito de levantar calúnias, isto sim , são calúnias.
Ou seja, a falta de ética é tanta, que não bastava aplicar um castigo á profissão, como ainda afirmar que quem trabalha num clube de Mulheres é prostituto e que tem de fazer sexo com clientes se estas o exigirem. Por este motivo, o dito artista stripper justifica a sua acção. Fazendo as contas, quem trabalha no referido clube é prostituto e faz sexo com clientes se elas pagarem. Esta desculpa caluniosa só pode vir de um ignorante, malicioso, desrespeitador da profissão e dos colegas. Tenho 10 anos de dança e de experiência e nunca tinha apanhado um estronço tão maldoso e até asno como este.
Como toda a gente sabe, houve poucos clubes de strip masculino em Portugal, todos de porta aberta, com muitas despedidas de solteira, muitas festas e nunca ocorreu esta ideia a gente de juizo.
Fica no teu canto, alimenta-te da tua maldade e deixa a arte para os artistas.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Introdução

Há sempre um caminho a percorrer até chegar ao espelho.
O espelho, esse objecto que descreve uma imagem adulterada e subjectiva deixa-nos ver uma imagem suportável até querermos ver o que os outros não podem.
Esta é uma viagem sem retorno e o leitor poderá caminhar desde a mais bela fantasia até à mais profunda pobreza de espírito.
Um actor obriga-se a visitar os cantos alheios das almas alheias, alterando a sua visão sobre o mundo. Um bailarino trabalha a sua fantasia, usa a sua alma como instrumento produtivo.
Confesso que detesto a palavra “Strip” mas até acho graça a “Striptease”…
Um “Stripper” jamais poderá ser um homem vulgar, quando o for será sinónimo de falta de profissionalismo, fracasso.
Falando de “Stripper”, este é o homem mais bem mascarado, não só por ele próprio como pela sociedade, nele cabe o melhor da vida e o pior da alma. Explica-se que, quando o leitor imaginar que um “Stripper” escreveu este livro, talvez nem chegue a ler esta frase porque ser “Stripper” é ser rei… dos asnos.
O espelho, esse objecto que descreve uma imagem adulterada e subjectiva deixa-nos ver uma imagem suportável até querermos ver o que os outros não podem.
Esta é uma viagem sem retorno e o leitor poderá caminhar desde a mais bela fantasia até à mais profunda pobreza de espírito.
Um actor obriga-se a visitar os cantos alheios das almas alheias, alterando a sua visão sobre o mundo. Um bailarino trabalha a sua fantasia, usa a sua alma como instrumento produtivo.
Confesso que detesto a palavra “Strip” mas até acho graça a “Striptease”…
Um “Stripper” jamais poderá ser um homem vulgar, quando o for será sinónimo de falta de profissionalismo, fracasso.
Falando de “Stripper”, este é o homem mais bem mascarado, não só por ele próprio como pela sociedade, nele cabe o melhor da vida e o pior da alma. Explica-se que, quando o leitor imaginar que um “Stripper” escreveu este livro, talvez nem chegue a ler esta frase porque ser “Stripper” é ser rei… dos asnos.
E se eu...
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